terça-feira, 16 de setembro de 2008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

AME POR VOCÊ E PELO OUTRO!

Pedro era muito 'turrão' e não diz simplesmente: "Senhor, não lave os meus pés!" Mas ele discute literalmente com Jesus, pois não aceita que o Mestre lave os pés dele. Mas Jesus não reage com violência, nem com autoridade, mas com amor e humildade. Não amor simplesmente sentimento, mas amor gesto. Então, Cristo fala do Novo Mandamento: “Amai uns aos outros como eu vos amo”. E nos dá a Sua vida por amor. A Eucaristia é o maior gesto de amor. Enquanto os discípulos brigavam, Jesus os chama para o sacerdócio do amor. Tudo está falando do amor, e mais do que amor, de amar. O Senhor num dia desses me mostrou isso de forma muito concreta. Um senhor me disse que tudo indicava que o amor da esposa por ele havia terminado. E eu respondi que então ele deveria amá-la. Ele ficou desapontado e surpreso, estranhou minha resposta. Disse-lhe que já que o sentimento dela havia terminado que ele tinha um motivo a mais para amá-la. Pois amar é um verbo e todo verbo indica ação: dar, andar, cantar, buscar, indicam ação. O sentimento é o resultado do verbo, que é ativo: amar. Amar por ele e por ela. Você só ama quando se dispõe e tem a vontade de amar. Ame por você e pelo outro! Ame, ame, ame... No amor estão todas as respostas. Só no amor!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

ORAÇÃO PELA VOCAÇÃO

Senhor da Messe e pastor do rebanho faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: “Vem e segue-me”. Derrama sobre nós o teu Espírito, que ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz.
Senhor, que a messe não se perca por falta de operários, desperta nossas comunidades para a missão, ensina nossa vida a ser serviço, fortalece os que querem dedicar-se ao Reino na vida consagrada e religiosa.
Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres, diáconos, religiosos e ministros. Dá perseverança a nossos seminaristas. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja.
Senhor da Messe e pastor do rebanho chama-nos para o serviço de teu povo.
Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder o SIM. Amém.


Deus abençõe você e sua vocação

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

VOCAÇAO PARA AMAR

Para mim, a Oração é um desabafo ardente do coração, um grito de reconhecimento e de amor, quer no meio da tribulação, quer no auge da alegria! É uma força misteriosa e sobrenatural que dilata a alma e a une a DEUS.” (pág 229) “Disse um sábio: me dá um ponto de apoio que com uma alavanca levantarei o mundo. O que Arquimedes não conseguiu, lograram-no plenamente os Santos. O Todo-Poderoso deu-lhes um ponto de apóio, ELE Mesmo: DEUS, e com a alavanca da Oração, que tudo abrasa em incêndios de amor, mexeram e remexeram o mundo. Pelo mesmo processo, continuam e continuarão os Santos da Igreja realizando um trabalho maravilhoso até a consumação dos séculos”.(pág 247) MEU LUGAR NA IGREJA “Na primeira epístola de São Paulo aos Coríntios, o Apóstolo diz que nem todos podem ser ao mesmo tempo apóstolos, profetas e doutores, porque a Igreja é composta de diferentes membros e que portanto, os olhos não fazem o serviço das mãos. Continuei na leitura e encontrei este conselho: “Aspirai aos dons mais altos. Aliás, passo a indicar-vos um caminho que ultrapassa a todos”.(1 Cor 12,31) E explica o Apóstolo como todos os dons, ainda os mais perfeitos, nada são sem o Amor (a Caridade), e como o Amor (a Caridade) é o caminho mais excelente para encontrarmos DEUS. Esta revelação surpreendeu-me e colocou a paz em meu espírito. Agora, com mais tranqüilidade, continuo a busca de meu lugar na Igreja, porque quando examinei os membros descritos por São Paulo, não tinha encontrado no corpo místico um lugar para mim. Foi a Caridade (o Amor) que me deu a chave de minha Vocação. Isto porque, se o corpo da Igreja era composto de membros diferentes, não lhe podia faltar o mais nobre e o mais necessário dos órgãos: o coração. Ora, então a Igreja tinha também um coração e este, naturalmente, se abrasava em Amor (em Caridade). E também, não podemos nos esquecer que o Amor (a Caridade), é responsável pelas ações dos outros membros e inclusive, regula a intensidade de suas atuações. Se ele se extinguir, os Apóstolos não anunciariam o Evangelho e nem os mártires derramariam o seu sangue. Desse modo, fiquei finalmente entendendo que o Amor (a Caridade) era o Cofre onde se encerravam todas as Vocações, que o Amor (a Caridade) era tudo, que abrangia todos os tempos e todos os lugares, porque era eterno! Então, no auge de minha delirante alegria, exclamei: “JESUS meu Amor! Encontrei por fim a minha Vocação! “Vocação para Amar!” Sim, encontrei o lugar que me compete no seio da Igreja, e esse lugar fostes VÓS que me destes, meu JESUS querido. Assim, no coração da Igreja nossa Mãe, eu serei o Amor!... Deste modo serei tudo, e assim se realizará o sonho de toda a minha vida”. Santa Terezinha

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O SEGREDO DE UM NAMORO SANTO

Andréa – Eu e o Tiba somos namorados há dois anos e nove meses, e também somos consagrados da Canção Nova. Estou na comunidade há cinco anos e ele há seis. Temos mais de cinco anos de amizade. Hoje, estamos aqui para falar com você sobre alguns aspectos importantes da vida a dois, do namoro santo e também de algumas polêmicas que a mídia implanta em nossas mentes sobre o namoro. Tiba – Para começar, queremos convidar vocês para refletir sobre uma situação. Imagine que você e seu filho moram em um lugar distante da civilização, são pobres e estão passando fome. Há uma grande seca na região em que vocês moram e há somente um pão para ser dividido com seu filho. De repente, na hora em que vocês iriam comê-lo, alguém bate à porta e pede um pedaço de pão. O que você faria? Doaria o pão para a pessoa desconhecida ou o comeria com seu filho? Andréa – Vamos analisar agora uma passagem bíblica que fala sobre o mesmo tema. A Palavra está em I Reis (17, 10-16): “Elias pôs-se a caminho para Sarepta. Chegando à porta da cidade, viu uma viúva que ajuntava lenha. Chamou-a e disse-lhe: Por favor, vai buscar-me um pouco de água numa vasilha para que eu beba. E indo ela buscar-lhe a água, gritou-lhe Elias: Traze-me também um pedaço de pão. Pela vida de Deus, respondeu a mulher, não tenho pão cozido: só tenho um punhado de farinha na panela e um pouco de óleo na ânfora; estava justamente apanhando dois pedaços de lenha para preparar esse resto para mim e meu filho, a fim de o comermos, e depois morrermos. Elias replicou: Não temas; volta e faze como disseste; mas prepara-me antes com isso um pãozinho, e traze-mo; depois prepararás o resto para ti e teu filho. Porque eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: a farinha que está na panela não se acabará, e a ânfora de azeite não se esvaziará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a face da terra. A mulher foi e fez o que disse Elias. Durante muito tempo ela teve o que comer, e a sua casa, e Elias. A farinha não se acabou na panela nem se esgotou o óleo da ânfora, como o Senhor o tinha dito pela boca de Elias.” Tiba – Você deve estar pensando agora: "O que essa Palavra tem a ver com o Dia dos Namorados?" Andréa - Olhando-na com olhos frios, não tem nada a ver mesmo. Mas se analisarmos a sua essência descobriremos que ela se encaixa certinho para o dia de hoje. Tiba - Vamos analisar, então, a história. A viúva acreditou na palavra do profeta Elias. Ela se colocou numa situação de extrema fé e tomou uma atitude de inteligência. Ela confiou no poder de Deus e o fruto disso foi que não mais passou fome durante muito tempo. Andréa – Esse mesmo convite de confiança, Deus o faz para nós, jovens, para confiar n'Ele. Jesus nos convida para investir nossa juventude numa vida de santidade. Hoje, muitos jovens têm medo de se confiar a Deus, medo de viver um namoro em Deus por causa de toda a renúncia que isso requer. Temos que ser como aquela viúva, mencionada na Palavra, e acreditar. Ela acreditou e seu pão foi multiplicado. Se tivermos coragem de entregar nossa vida a Deus, nossa vitalidade será multiplicada. Antes de ser missionária da Canção Nova eu vivi outros namoros, levei uma vida que o mundo prega. Mas, por experiência própria, nunca me senti tão cheia de vida como hoje, tendo um namoro santo.

'O casamento é o namoro que deu certo'
Para fortalecer esse chamado de Deus, para nós, apareceu o profeta com o nome de João Paulo II. Ele lançou um desafio para a juventude: "Jovens, não tenham medo de ser santos!" E a juventude respondeu. Você já não está mais sozinho, existe um povo que ouve a voz do profeta, que é a Igreja. Andréa – Elias fez uma promessa à viúva para que ela o atendesse. Que promessas a Igreja nos faz como o profeta? Ela nos faz a promessa de famílias santas. Mas como vamos atingir isso? Só conseguiremos receber a promessa da Igreja se dermos uma resposta positiva para Deus. Tiba - O namoro é quando começa a família. Se você quer uma família estruturada e santa, comece com um namoro santo. O casamento precisa ser o namoro que deu certo. Andréa – Você já parou para analisar como a mídia apresenta a comemoração do Dia dos Namorados? Ela supervaloriza o sexo, o abuso um do outro, o namorar por namorar. O mundo nos prega essa vida de desejos, mas somos convidados para ser contra essa corrente. Tiba - A porta para o céu é estreita e a porta do inferno é larga. Temos que dar uma resposta diferente à dada pelo mundo. Andréa – O namoro é um tempo de conhecimento interno. Não é o tempo de conhecer a "anatomia" da pessoa com quem você está, mas sim, a essência dela. É época de conhecer a história, os sonhos, a fé e a maneira como ela vê Deus, a família e os amigos. Tiba – Como diria Santo Agostinho: "Se quiser conhecer uma pessoa não observe o que ela faz, mas o que ela ama". O que a pessoa ama vamos conhecer no namoro. Não tenha medo de questionar a pessoa com quem você está. Tenha em mente que o namoro é tempo de conhecer e não é porque está com essa pessoa que terá de casar com ela. Por isso existe o namoro: para ser uma ponte de conhecimento entre ambos antes do casamento. Andréa – No namoro, você descobre os defeitos e as qualidades da pessoa que está com você. Temos de analisar se o amor que sentimos supera os defeitos de nosso parceiro. São histórias diferentes, culturas opostas, desejos e sonhos distintos. Tudo tem que ser analisado. Tiba– Algumas questões básicas têm que ser feitas constantemente. Fico triste ou feliz quando estou com minha namorada? Essa pessoa me devolve para mim? Ela me deixa livre para eu ser eu mesmo? Prende-me ou me dá liberdade? O namoro vive de pequenos gestos e de compreensão. Eu sou esquecido e isso mata a Andréa de raiva, mas isso não se torna barreira no nosso relacionamento, se torna riqueza. É mais um motivo de mostrar amor nas pequenas coisas.
‘Se quiser conhecer uma pessoa não observe o que ela faz, mas o que ela ama’
Andréa – É preciso ficar atento ainda às fases do seu namoro. Muitas vezes, vemos histórias de pessoas que abandonam seus parceiros porque acham que o amor acabou. No começo, o coração dispara quando vê a pessoa, você olha a foto e chora de saudade. Mas isso, certa hora, passa, porque a paixão é passageira. Então, corre-se o risco de pensar que tudo está acabado. É preciso observar que depois da paixão vem o amor, a fase madura do relacionamento. Acrescentando à lista de perguntas que você tem que fazer constantemente, já mencionada pelo Tibá, comentarei mais seis que o diácono Nelsinho me disse uma vez: segurança (você se sente segura em relação a ele?); confiança (você confia nele ou é ciumenta?); afeto (você consegue perceber o amor dele?); carinho (ele demonstra atitudes de carinho?); fidelidade (você é fiel e sente o mesmo por parte do seu namorado?); espírito de paternidade ou maternidade (você percebe aspectos que mostrem que ele é um futuro bom pai ou boa mãe?). Tiba – Quando vivemos um namoro de Deus colhemos os frutos do relacionamento que vive a castidade, o relacionamento do conhecimento profundo. Aprendemos a nos controlar e a ter paciência. Aprendemos a controlar os nossos desejos. Não agimos pela carne, mas pelo coração. Mas, só quem tem coragem de dizer "sim" a Deus colherá os frutos da alegria e da santidade.
Experimente! Amém.

UM MERGULHO NA SANTIDADE DE DEUS




A Eucaristia precisa ser a fonte e o ápice da nossa vida

A Santa Missa é o lugar em que se esconde o abismo da santidade de Deus, que se derrama na alma e na vida de cada fiel ao receber o Senhor da Eucaristia. O encontro da pequenez de cada homem com o abismo de amor de um Deus tão grande que se rebaixa para entrar na vida do ser humano e possuí-lo por inteiro. Somos capazes de nos perder nesse abismo de amor para ser encontrados por Ele. Em Jesus descobrimos as profundezas da nossa própria humanidade, mesmo nos sentindo abismados diante do mistério que é a real presença de Cristo na Eucaristia.
Na Celebração Eucarística precisamos ter uma atitude interior de devoção, porque não experimentamos algo simples ou fantasioso, mas algo real e totalmente sobrenatural. Por isso, precisa acontecer uma mudança de mentalidade e uma atitude interior de profunda gratidão a Deus por tão grande presente a cada um de nós de participarmos da Sua vida divina.
A Eucaristia precisa ser a fonte e o ápice da nossa vida como seguidores de Cristo, pois Ele nos dá a oportunidade de participarmos de Bodas Eternas d’Ele. Ao entrar em uma Missa entramos no tabernáculo de Deus e temos a oportunidade de vê-Lo face a face. Nessa celebração [Santa Missa] precisamos sentir o enlevo – o dom do deslumbre e da admiração.
“O pão e o vinho consagrados na Eucaristia sempre constituíram para a Igreja uma genuína parusia. O advento de Cristo a Seu povo na Sagrada Hóstia e no Precioso Sangue é uma vinda na glória, ainda que esta glória não deslumbre nossos sentidos físicos” (Scott Hahn). É retirado o véu do Santuário, pois somente são capazes que compreender com os sentidos da fé aqueles que se deixam ser envolvidos pela presença do céu e do seu Divino Salvador.
Cristo está presente na Eucaristia, sobre o altar, vindo para se dar gratuita e amorosamente em alimento para o homem; a única resposta é aceitar e prestar-Lhe uma adequada adoração.
O fiel não pode parar no enunciado de palavras, mas no ato de fé, na realidade que chega, o Cristo se faz presente de maneira gloriosa. Pois a Eucaristia é a vinda de Jesus. Por isso, segunda vinda de Cristo e a Eucaristia têm uma ligação estreita. A Eucaristia é a esperada parusia de Cristo; claro que não que não a parusia final, porém ela é a parusia aqui e agora.
O Sacrifício Eucarístico é cheio da Glória de Deus: “Que toda carne mortal silencie, e se imobilize de medo e temor, e medite sobre tudo isso com o coração totalmente voltado para o Céu, pois o Rei dos reis e Senhor dos Exércitos, o Cristo, nosso Senhor e Deus vem adiante de nós” (São Tiago de Jerusalém).
Diante de tudo isso, precisamos tomar uma atitude concreta na nossa participação da Santa Missa. Não estamos participando de qualquer coisa ou algo simbólico, mas estamos experimentando o mais importante da nossa vida: a Eucaristia. Que resposta podemos dar para Deus a partir dessa leitura? Deus quer que demos o nosso melhor para Ele ao vivenciarmos a Santa Missa.