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Há 2 anos
Pedro era muito 'turrão' e não diz simplesmente: "Senhor, não lave os meus pés!" Mas ele discute literalmente com Jesus, pois não aceita que o Mestre lave os pés dele. Mas Jesus não reage com violência, nem com autoridade, mas com amor e humildade. Não amor simplesmente sentimento, mas amor gesto. Então, Cristo fala do Novo Mandamento: “Amai uns aos outros como eu vos amo”. E nos dá a Sua vida por amor. A Eucaristia é o maior gesto de amor. Enquanto os discípulos brigavam, Jesus os chama para o sacerdócio do amor. Tudo está falando do amor, e mais do que amor, de amar. O Senhor num dia desses me mostrou isso de forma muito concreta. Um senhor me disse que tudo indicava que o amor da esposa por ele havia terminado. E eu respondi que então ele deveria amá-la. Ele ficou desapontado e surpreso, estranhou minha resposta. Disse-lhe que já que o sentimento dela havia terminado que ele tinha um motivo a mais para amá-la. Pois amar é um verbo e todo verbo indica ação: dar, andar, cantar, buscar, indicam ação. O sentimento é o resultado do verbo, que é ativo: amar. Amar por ele e por ela. Você só ama quando se dispõe e tem a vontade de amar. Ame por você e pelo outro! Ame, ame, ame... No amor estão todas as respostas. Só no amor!
Senhor da Messe e pastor do rebanho faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: “Vem e segue-me”. Derrama sobre nós o teu Espírito, que ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz.
Para mim, a Oração é um desabafo ardente do coração, um grito de reconhecimento e de amor, quer no meio da tribulação, quer no auge da alegria! É uma força misteriosa e sobrenatural que dilata a alma e a une a DEUS.” (pág 229) “Disse um sábio: me dá um ponto de apoio que com uma alavanca levantarei o mundo. O que Arquimedes não conseguiu, lograram-no plenamente os Santos. O Todo-Poderoso deu-lhes um ponto de apóio, ELE Mesmo: DEUS, e com a alavanca da Oração, que tudo abrasa em incêndios de amor, mexeram e remexeram o mundo. Pelo mesmo processo, continuam e continuarão os Santos da Igreja realizando um trabalho maravilhoso até a consumação dos séculos”.(pág 247) MEU LUGAR NA IGREJA “Na primeira epístola de São Paulo aos Coríntios, o Apóstolo diz que nem todos podem ser ao mesmo tempo apóstolos, profetas e doutores, porque a Igreja é composta de diferentes membros e que portanto, os olhos não fazem o serviço das mãos. Continuei na leitura e encontrei este conselho: “Aspirai aos dons mais altos. Aliás, passo a indicar-vos um caminho que ultrapassa a todos”.(1 Cor 12,31) E explica o Apóstolo como todos os dons, ainda os mais perfeitos, nada são sem o Amor (a Caridade), e como o Amor (a Caridade) é o caminho mais excelente para encontrarmos DEUS. Esta revelação surpreendeu-me e colocou a paz em meu espírito. Agora, com mais tranqüilidade, continuo a busca de meu lugar na Igreja, porque quando examinei os membros descritos por São Paulo, não tinha encontrado no corpo místico um lugar para mim. Foi a Caridade (o Amor) que me deu a chave de minha Vocação. Isto porque, se o corpo da Igreja era composto de membros diferentes, não lhe podia faltar o mais nobre e o mais necessário dos órgãos: o coração. Ora, então a Igreja tinha também um coração e este, naturalmente, se abrasava em Amor (em Caridade). E também, não podemos nos esquecer que o Amor (a Caridade), é responsável pelas ações dos outros membros e inclusive, regula a intensidade de suas atuações. Se ele se extinguir, os Apóstolos não anunciariam o Evangelho e nem os mártires derramariam o seu sangue. Desse modo, fiquei finalmente entendendo que o Amor (a Caridade) era o Cofre onde se encerravam todas as Vocações, que o Amor (a Caridade) era tudo, que abrangia todos os tempos e todos os lugares, porque era eterno! Então, no auge de minha delirante alegria, exclamei: “JESUS meu Amor! Encontrei por fim a minha Vocação! “Vocação para Amar!” Sim, encontrei o lugar que me compete no seio da Igreja, e esse lugar fostes VÓS que me destes, meu JESUS querido. Assim, no coração da Igreja nossa Mãe, eu serei o Amor!... Deste modo serei tudo, e assim se realizará o sonho de toda a minha vida”. Santa Terezinha
Andréa – Eu e o Tiba somos namorados há dois anos e nove meses, e também somos consagrados da Canção Nova. Estou na comunidade há cinco anos e ele há seis. Temos mais de cinco anos de amizade. Hoje, estamos aqui para falar com você sobre alguns aspectos importantes da vida a dois, do namoro santo e também de algumas polêmicas que a mídia implanta em nossas mentes sobre o namoro. Tiba – Para começar, queremos convidar vocês para refletir sobre uma situação. Imagine que você e seu filho moram em um lugar distante da civilização, são pobres e estão passando fome. Há uma grande seca na região em que vocês moram e há somente um pão para ser dividido com seu filho. De repente, na hora em que vocês iriam comê-lo, alguém bate à porta e pede um pedaço de pão. O que você faria? Doaria o pão para a pessoa desconhecida ou o comeria com seu filho? Andréa – Vamos analisar agora uma passagem bíblica que fala sobre o mesmo tema. A Palavra está em I Reis (17, 10-16): “Elias pôs-se a caminho para Sarepta. Chegando à porta da cidade, viu uma viúva que ajuntava lenha. Chamou-a e disse-lhe: Por favor, vai buscar-me um pouco de água numa vasilha para que eu beba. E indo ela buscar-lhe a água, gritou-lhe Elias: Traze-me também um pedaço de pão. Pela vida de Deus, respondeu a mulher, não tenho pão cozido: só tenho um punhado de farinha na panela e um pouco de óleo na ânfora; estava justamente apanhando dois pedaços de lenha para preparar esse resto para mim e meu filho, a fim de o comermos, e depois morrermos. Elias replicou: Não temas; volta e faze como disseste; mas prepara-me antes com isso um pãozinho, e traze-mo; depois prepararás o resto para ti e teu filho. Porque eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: a farinha que está na panela não se acabará, e a ânfora de azeite não se esvaziará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a face da terra. A mulher foi e fez o que disse Elias. Durante muito tempo ela teve o que comer, e a sua casa, e Elias. A farinha não se acabou na panela nem se esgotou o óleo da ânfora, como o Senhor o tinha dito pela boca de Elias.” Tiba – Você deve estar pensando agora: "O que essa Palavra tem a ver com o Dia dos Namorados?" Andréa - Olhando-na com olhos frios, não tem nada a ver mesmo. Mas se analisarmos a sua essência descobriremos que ela se encaixa certinho para o dia de hoje. Tiba - Vamos analisar, então, a história. A viúva acreditou na palavra do profeta Elias. Ela se colocou numa situação de extrema fé e tomou uma atitude de inteligência. Ela confiou no poder de Deus e o fruto disso foi que não mais passou fome durante muito tempo. Andréa – Esse mesmo convite de confiança, Deus o faz para nós, jovens, para confiar n'Ele. Jesus nos convida para investir nossa juventude numa vida de santidade. Hoje, muitos jovens têm medo de se confiar a Deus, medo de viver um namoro em Deus por causa de toda a renúncia que isso requer. Temos que ser como aquela viúva, mencionada na Palavra, e acreditar. Ela acreditou e seu pão foi multiplicado. Se tivermos coragem de entregar nossa vida a Deus, nossa vitalidade será multiplicada. Antes de ser missionária da Canção Nova eu vivi outros namoros, levei uma vida que o mundo prega. Mas, por experiência própria, nunca me senti tão cheia de vida como hoje, tendo um namoro santo.